"Não diga nada
Saiba de tudoFique calada
Me deixe mudo
Seja no canto, seja no centro
Fique por fora, fique por dentro
Seja o avesso, seja a metade
Se for começo fique a vontade
Não me pergunte, não me responda
Não me procure, e não se esconda"
Assim Chico disse, só não a mim, em algum momento quando a instrução de como ser, portar-se, dispor-se, ater-se chegou, era eu que não estava, perdi!
E agora ao contrário, deixei de calar, digo logo não sou baú pra guardar nada! Prefiro saber pouco, ainda que não controle a minha curiosidade, fuçando e esmiuçando descubro que devia mesmo não saber.
Insisto que diga, saber de você, mesmo morrendo de medo, meio tapando os ouvidos, vendo através dos dedos, olhando depois a mensagem, não deixo mudo, quero que fale.
Estou e não estou, no canto, na frente ou à mão, entre presença e ausência, me reveso entre online e out of line. Disponível quando me quer, indisponível quando não te quero mais.
Sou certa, só frentes, completa, inteira, da capa ao miolo. Contrária, contrária...
Nem no começo apesar das vontades, incômodo e desconforto, arredia, sou só superfície, hermética, uma vez me disseram, acesso irrestrito ao que se pode ter de mais efêmero, paraíso finito. No fim, não sei, não cheguei no fim ainda.
Então fiz o questionário, com o gabarito anexo, mandei por email, toquei sua campainha e saí correndo.
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É isso aí: calar pra quê e por quê?
ResponderExcluirFala, escreve, grita, toca a campainha e sai correndo mesmo... :p